“Lentes do ver”
Link do vídeo
http://br.youtube.com/watch?v=PsQlvYu-1EY
Este trabalho foi realizado pelos alunos do curso de comunicação social, ainda habilitados em rádio e TV, e muito em breve audiovisual, Jeremias Barreto e Maiana Penalva, com intuito de reproduzir em segundos o muito aproveitado e pouco traduzível pelas aulas da disciplina teorias da imagem. Quando falamos em pouco traduzível, estou instantaneamente me remetendo a Octávio Paz, e seu pensamento de que a imagem é capaz de dizer o indizível, e não menos o intraduzível.
Após diversos debates, incessantes leituras e confrontos sobre as imagens e, sobretudo, sua influencia e aparição na contemporaneidade, foi-se criada a idéia de se reproduzir em poucos minutos o tão vasto e fractal pensamento, a cerca da visão como sendo o cantador de nossa vivencia e principalmente de nossas emoções, como sugeri Ponty, nosso olho é capaz de sentir e captar as verdadeiras emoções.
A priori, o vídeo “Lentes do ver”, fora baseado nas palavras do professor Otávio Filho, quando o mesmo dizia, que somos capazes de ver o mundo de diversas formas, a depender do tipo de lente que estejamos usando. Para quem não esteve presente ou participara de suas aulas pode achar um devaneio ou loucura de seu pensamento, mas para que assistiu, percebeu o cuidado com que o mesmo tinha para explicar da cautela que devemos ter quando olhamos algo. (Lembro-me muito do arqueólogo que vagarosamente descobre entre escombros uma raridade e preciosidade histórica para o mundo), assim somos nós, ao olharmos algo temos que observar qual tipo de lente está sendo usada, ou com que tipo de olhos vemos o mundo. Será que estamos vendo o mundo com o olhar critico que precisa ser visto, ou com o olhar efêmero e superficial do dia a dia?
São reflexões como estas que fizeram com que tentássemos dizem em musica e imagem este indissolúvel modo de ver o mundo.
Para a realização do mesmo, tivemos que juntar uma bagagem de estudos, que se estende desde o modo racional da visão de Platão, para a comovente e dramática duvida do Cézzane, de fato, que os autores que mais nos ajudaram para um bom aproveitamento fora sem dúvidas Merleau-Ponty e Octávio Paz com suas reflexões, um tanto quanto densas, mas que acrescentaram e muito em nosso cotidiano. Uma participação importante para a construção da obra fora também, Abraham Moles com seu texto O Kitsch, fez com que percebêssemos o mundo com um olhar não voltado apenas para o erudito e sim, as tendências e verossimilhanças do popular, que nem sempre é grotesco.
Mas o vídeo foi baseado principalmente nas continuas aulas do professor Otavio Filho, que ‘brincava’ com uma seriedade e preocupação e se divertia em citar as diversas lentes que compões a nossa vida, e que muitas vezes não sabemos usá-las corretamente, tendo como maior desastre a ignorância de não reconhecer as lentes embasadas e velhas que compõem nossas vidas. A partir daí, sugerimos a questão, “com quais olhos você vê o mundo?”.
*Fora utilizadas diversas imagens e versões de pinturas universais, tais como, A Monalisa de Da Vince e O Grito de Munch , e também fragmento de texto de Merleau-Ponty
Por jeremias Barreto





