
Esta presente no capitulo “Notas sobre um problema de método” do livro “Mitos, emblemas, sinais (morfologia e história)” do escritor e historiador Carlos Ginzburg, uma preocupação e uma dedicação para a especulação a respeito do “Instituto Warburg” e, sobretudo, sobre o método “warburguiano”.
Aby Warburg que fora um historiador das artes, e principalmente da arte alemã, nutria-se de interresses pelas práticas de magia e/ou mágicas de determinadas sociedades passadas, e via o Renascimento como sendo o percussor da uma nova modernidade, trazendo átona diversas descobertas entre o universo artístico, as novidades científicas e um binômio do paganismo versus cristianismo, que voltaria mais tarde com os paradoxos do Barroco. “Um paganismo de caráter dionisíaco havia renascido neste período da historia da arte”. Warburg, mesmo sendo um admirador da medicina, foi um estudante de arqueologia, e que envolto sua loucura e profunda depressão, dão vazão em seu pensamento para o estudo aprofundado da astrologia e as julga como sendo os primeiros passos à modernidade.
Mas do que realmente o autor quer tratar, é justamente sobre o método warburguiano, uma concepção de contemplação da imagem, justamente porque em um acumulado de textos e outros artigos de estudo e conhecimento, são as imagens quem mais atraem o olhar e chamam atenção. O que é de fato interessante, e que o autor nos incita a pensar, é nas nossas próprias praticas de atualização. “A própria palavra ‘atualização’ assumiu, entre nós, uma conotação muitas vezes frívola ou superficial: atualizamo-nos apressadamente, e tudo continua como antes”. Com este pensamento o autor nos remete a superficialidade e a mutação constante das pessoas, estamos em continuo movimento e dinamismo, e é por causa deste dinamismo que muitas vezes não nos aprofundamos em nossos novos conhecimentos, o tempo todo estamos em busca do novo e acabamos nos tornando superficiais e de práticas e atitudes passageiras, e não menos indissolúveis e efêmeras.
Uma das grandes contribuições, diga-se de passagem, para própria humanidade proporcionada por Warburg, foi sem dúvida a “Biblioteca Warburg” que por motivos ‘políticos’ se transformara posteriormente em Instituto Warburg, situado na cidade de Londres conta com um acervo considerável de estudos não apenas pessoais do próprio Aby Warburg, mas também de outras áreas do conhecimento.

Nenhum comentário:
Postar um comentário